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Os nossos Conteúdos

Descobre ideias para ler, brincar e aprender.

Publicações

Histórias e partilhas para explorar ao teu ritmo.


Texto e ilustrações: Antoinette Portis

Resumo

  • Um coelhinho brinca com uma caixa, mas vê nela muito mais do que um objeto de cartão.
  • Através da imaginação, transforma-a em diferentes cenários e aventuras.
  • As ilustrações revelam a diferença entre aquilo que o adulto observa e aquilo que a personagem imagina.

Mensagem da história

  • Um material simples pode abrir muitas possibilidades de brincadeira.
  • A criatividade cresce quando existe liberdade para explorar.
  • O adulto pode acompanhar a descoberta, dando espaço à iniciativa da criança.


  • 📖
    Ler o livro «Não é uma caixa!» — Antoinette Portis

    Da história à exploração com bebés

    Na fotografia, a criança explora uma caixa aberta com bolas. Esta proposta pode inspirar experiências de descoberta, ajustadas às capacidades de cada bebé.

    • Colocar e retirar: disponibilizar bolas grandes e leves para explorar dentro e fora da caixa.
    • Descobrir texturas: apresentar poucos objetos adequados a bebés, com diferentes superfícies, deixando escolher e tocar.
    • Onde está a bola? esconder parcialmente uma bola atrás da aba e convidar à procura, sem exigir uma resposta.
    • Ouvir e experimentar: tocar suavemente no cartão e acompanhar os sons produzidos pelo bebé.
    • Partilhar descobertas: nomear as ações — «entrou», «saiu», «caiu» — e responder aos olhares, gestos e vocalizações.

    Como adaptar

    • Colocar uma caixa baixa e os objetos ao alcance, numa posição confortável.
    • Apresentar um objeto de cada vez e respeitar pausas ou sinais de desinteresse.
    • Nos bebés, privilegiar a exploração sensorial; o faz de conta pode surgir mais tarde.

    Cuidados: supervisão próxima, caixa limpa e estável, sem agrafos ou arestas; objetos grandes, sem peças destacáveis, e substituição do cartão se ficar molhado ou se desfizer.

    💛 Uma caixa, muitas descobertas — ao ritmo de cada criança.







 


Dia Mundial dos Professores: cuidar de quem ensina e de quem cuida

No dia 5 de outubro, celebramos o Dia Mundial dos Professores. A UNESCO convida-nos a reconhecer o seu contributo e a refletir sobre o apoio de que precisam para ensinar. Em 2026, destaca a proteção e a valorização da profissão docente.

Como professora de Educação Especial, acredito que ensinar começa por conhecer cada criança: perceber como comunica, o que a motiva e que apoios lhe permitem participar e aprender.

Há conquistas que merecem um olhar atento: pedir ajuda, fazer uma escolha, participar com os colegas ou tentar novamente. Cada uma pode representar um passo importante.

Uma escola inclusiva constrói-se em conjunto. Precisa de professores, famílias e equipas que partilhem conhecimentos, mas também de tempo, formação e recursos.

Neste dia, celebramos quem acompanha, adapta, escuta e cria oportunidades. E lembramos que quem cuida da aprendizagem dos outros também precisa de apoio.

💛 Feliz Dia Mundial dos Professores!

Que gesto de um professor fez diferença na tua vida?

Para saber mais


Um Novo Começo: Histórias com Amor... Especial🌈

Depois de algum tempo em silêncio, o "Histórias com Amor" regressa — mas com um novo olhar, mais profundo, mais verdadeiro, mais humano.

  • Histórias reais de crianças especiais com talentos únicos e caminhos próprios;
  • Relatos inspiradores de famílias lutadoras, que todos os dias constroem pontes onde o mundo vê obstáculos;
  • Partilhas de profissionais que trabalham com alma, com empatia e dedicação;
  • E claro, atividades educativas adaptadas, pensadas para incluir, para respeitar, para acolher.

Este espaço nasceu do meu amor pelas histórias infantis, pelo encantamento das palavras e pela criatividade das crianças. Mas o tempo passou, eu cresci, aprendi e transformei-me — como tantas famílias, como tantas crianças que enfrentam desafios diariamente com coragem e amor.

💛Hoje, "Histórias com Amor" ganha um novo propósito.

Agora, aqui vais encontrar:

Porque educar é amar, e amar é aceitar, compreender e caminhar lado a lado.

Este blog será um espaço de partilha e de empatia, onde cada história conta, cada pequena conquista importa, e cada passo é celebrado.

🌱Se acreditas numa educação com alma, numa infância plena para todos, então este espaço é também teu.

Segue, partilha e vem fazer parte desta nova etapa. Vamos juntos dar voz ao que importa.


 

O livro que mais consultei quando comecei na Educação Especial

Quando comecei a trabalhar em Educação Especial, procurava respostas para quase tudo.

Como definir prioridades?

Como selecionar medidas?

Como envolver a família?

Como transformar princípios de inclusão em práticas concretas?

Rapidamente percebi que ninguém tem todas as respostas.

Mas houve um documento que passou a acompanhar-me diariamente

📖 Pode consultá-lo aqui:

https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/EEspecial/manual_de_apoio_a_pratica.pdf 

Mais do que um guia sobre legislação, encontrei nele uma forma diferente de olhar para a escola, para os alunos e para a inclusão. O seu objetivo é precisamente apoiar profissionais e famílias na implementação de uma educação verdadeiramente inclusiva.

Ao longo dos anos, continuei a regressar às suas páginas.

Não porque tenha soluções mágicas.

Mas porque nos recorda algo essencial:

👉 A inclusão não é um lugar.

👉 Não é uma medida.

👉 Não é um documento.

👉 É um compromisso diário.

Se trabalha em educação, é professor, técnico ou encarregado de educação, este é um daqueles recursos que vale a pena conhecer.

 

Três ideias que nunca esqueço deste manual

 🔍A inclusão diz respeito a todos os alunos.

 🔍As medidas devem partir das necessidades da criança e não do seu diagnóstico.

 🔍A escola só é verdadeiramente inclusiva quando todos participam e aprendem com significado.

 


Quando falamos de inclusão, muitas pessoas imaginam recursos complexos, tecnologia avançada ou estratégias difíceis de implementar.

Mas a verdade é que, muitas vezes, são os pequenos ajustes do dia a dia que fazem a maior diferença.

Não existem soluções universais. Cada criança é única e aquilo que resulta com uma pode não resultar com outra.

Ainda assim, há adaptações simples que frequentemente ajudam a reduzir barreiras e a aumentar a participação, a autonomia e o sucesso das crianças.

 

✅Reduzir estímulos

Por vezes, aquilo que para nós é um espaço estimulante pode ser um ambiente demasiado "barulhento" para os olhos de uma criança.

Excesso de cartazes, materiais espalhados ou demasiada informação visual podem dificultar a atenção e a concentração.

Menos informação visível significa, muitas vezes, mais capacidade para focar no que realmente importa.

 


✅Utilizar pistas visuais

Nem todas as crianças processam a informação da mesma forma.

Uma imagem, um símbolo, uma fotografia ou uma sequência visual podem ajudar a compreender instruções, antecipar tarefas e aumentar a autonomia.

As pistas visuais não beneficiam apenas algumas crianças. Frequentemente tornam a aprendizagem mais acessível para todos.

 


✅Antecipar mudanças

Mudanças inesperadas podem gerar ansiedade e insegurança.

Saber o que vai acontecer, quem estará presente ou o que vai mudar ajuda muitas crianças a sentirem-se mais tranquilas e preparadas.

Uma simples conversa, uma fotografia ou um horário visual podem fazer toda a diferença.

 


✅Dar mais tempo de resposta

Nem todas as crianças precisam de mais ajuda.

Algumas precisam apenas de mais tempo.

Tempo para compreender.

Tempo para organizar o pensamento.

Tempo para responder.

Muitas vezes, a diferença entre o sucesso e o insucesso está apenas nos segundos que decidimos esperar.




Há textos que lemos uma vez. E há textos que nos acompanham durante anos.

Para mim, "Bem-vindo à Holanda", de Emily Perl Kingsley, é um desses textos. Um texto escrito para ajudar a compreender a experiência de ter um filho com necessidades específicas através da metáfora de uma viagem inesperada: quando pensamos que vamos para Itália, mas o avião aterra na Holanda.

Um pequeno excerto que me toca particularmente:

"Mas... se passares a vida a lamentar o facto de não teres ido para Itália, talvez nunca sejas livre para desfrutar das coisas tão especiais e tão bonitas... da Holanda."

📖 O texto completo: https://abamais.com/bem-vindo-a-holanda/

Ao longo do meu percurso na Educação Especial, tive o privilégio de conhecer muitas famílias que, de um dia para o outro, viram os seus planos mudar.

Não porque amassem menos os seus filhos.

Não porque os seus sonhos deixassem de existir.

Mas porque o caminho que imaginaram não foi exatamente aquele que encontraram.

Quando surge um diagnóstico, chegam também perguntas, medos, dúvidas e uma enorme sensação de incerteza.

Se é pai ou mãe e chegou recentemente à sua "Holanda", gostaria apenas de lhe dizer isto:

Não está sozinho.

Há outras famílias a percorrer caminhos semelhantes.

Há profissionais que acreditam no seu filho.

E há um futuro que ainda está por escrever.

Um dia de cada vez. 

 

 

Quando comecei na Educação Especial, pensava que o mais difícil seria aprender novas metodologias, conhecer diagnósticos ou adaptar materiais.

Estava enganada.

O mais difícil foi perceber que nem sempre existem respostas prontas.

Que a evolução nem sempre é linear.

Que há demasiadas crianças para poucos profissionais, demasiado pouco tempo para pensar e demasiada burocracia a ocupar o espaço que deveria pertencer às pessoas.

Também descobri que as famílias carregam um peso invisível.

Muitas vezes não precisam de julgamentos nem de receitas milagrosas. Precisam de alguém que as escute, que as compreenda e que caminhe ao seu lado.

Ao longo destes anos aprendi que as maiores conquistas raramente aparecem nos relatórios.

São os pequenos gestos.

Um olhar que procura.

Uma mão que se estende.

Um sorriso que surge quando parecia impossível.

Uma criança que encontra, à sua maneira, uma forma de comunicar com o mundo.

Aprendi também que não podemos mudar tudo.

Mas podemos fazer a diferença na vida de alguém.

E, por vezes, essa diferença começa simplesmente por acreditar numa criança quando os outros apenas veem as suas dificuldades.

Hoje continuo sem ter todas as respostas.

Mas já não tenho medo disso.

Porque percebi que a verdadeira missão de um professor de Educação Especial não é mudar a criança.

É ajudar a construir caminhos para que ela possa ocupar o seu lugar no mundo, com dignidade, pertença e oportunidades reais.

E talvez tenha sido essa a maior lição de todas. 💛


👀 O que é que a sua profissão lhe ensinou e que nunca apareceu em nenhum manual? 

Arminda Teixeira

Quem dá vida a este projeto

Arminda Teixeira

Professora de Educação Especial e Educadora de Infância

Se educar é uma arte, e contar histórias um ato de amor, eu sou uma artista apaixonada a cada dia.

O que nos motivou?

Várias histórias e muito amor...

Cada criança tem uma forma de aprender.
Um espaço de partilha para professores e famílias, com atenção à educação especial, à participação e à inclusão.

Todos nós temos a nossa história de vida, que nos acompanha desde que nascemos e nos influencia ao longo da vida, enquanto pais, enquanto profissionais, enquanto seres humanos.

Histórias de crianças que no seu mundo real constroem histórias do imaginário e em tudo depositam uma grande emoção, que por detrás de cada sorriso há certamente uma grande história de amor.

Histórias de pais que independente da ação ou de uma vontade consciente, tentam ser os melhores pais do mundo através de um amor incondicional influenciando inevitavelmente a história de vida dos seus filhos.

Histórias de profissionais, que independentemente de serem ou não pais, dão o seu melhor a cada dia, criam relações de amizade, abrem o seu coração com um amor até ao infinito. Ser aprendiz de histórias de pais e de crianças que a cada dia nos ajudam a dar valor a pequenas coisas com muito amor.

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